No site da Fundação Nobel há uma enquete a respeito da laureada em literatura deste ano.
A pergunta é “você já leu algo de Herta Müller?”
Quando cliquei em “não”, há cinco minutos, o placar era 92 x 8% para quem não havia lido nada.
Duvido que a relação fosse diferente com um escritor como Le Clézio, premiado no ano passado.
É claro que a Academia Sueca não deve assumir compromisso algum com as vendagens mundo afora, mas escritores tão bons quanto conhecidos continuam esperando uma lembrança dos acadêmicos – se é que Amós Oz e Philip Roth, há muito cotados, dão alguma importância ao prêmio.
Com o atual comportamento da política externa de Israel, talvez não seja uma boa época para se premiar autores judeus – quem diria? – que abordam temas judaicos. Ou serão à toa as críticas às escolhas “políticas” da Academia?
Ainda acho que chegará a vez desses autores.
Não dos dois, considerando que deveria haver um intervalo considerável entre os prêmios e que os dois senhores não dispõem de tanto tempo assim para esperar.